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terça-feira, 13 de setembro de 2016

PARALIMPÍADA TAMBÉM É OLIMPÍADA

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imagem: divulgação - paralimpíadas de Londres -2012

Você já se perguntou por que a maioria das pessoas não se interessam pelas paralimpíadas? E por que o evento não é transmitido por várias emissoras como o convencional?
Para começar tem gente que acha que paralimpíadas não são jogos olímpicos.  Paralimpíadas são jogos olímpicos também inclusive eu penso que poderiam acontecer de modo misto - aí sim acho que seria uma inclusão efetiva, claro que respeitando as devidas categorias.
 Outra coisa é o valor do ingresso para o evento. Para os Jogos Olímpicos o valor inicial do ticket era de R$ 40,00 e o das paralimpíadas é de R$ 10,00. Daí vão falar que “ah mas o preço mais baixo é pra incentivar o povo a ir assistir”  Pois é, então se o preço não fosse baixo não teria público?
 [Eu sei que ajuda mas é triste que tenha que ser assim]
 Me deixa indignada um evento tão importante não ser valorizado como deveria. Acredito que isso vá mudar, mas lenta e gradualmente para minha tristeza.
 Muita gente desconhece as modalidades paraolímpicas. Não as culpo é claro, ninguém é obrigada a saber e essa ignorância tem motivo histórico-social, mas que já está mais do que na hora de ser superado.                                                
As olimpíadas foram elaboradas por uma sociedade que desprezava deficiências físicas e o objetivo do evento era mesmo mostrar aos deuses as capacidades do corpo e a sua beleza.
“Mas peraí Fran, então tu falando que um corpo com alguma deficiência ou necessidade especial não é capaz? Nem pode ser belo?” Não é isso. Este é o pensamento da época. E eu pessoalmente acho que é justamente a capacidade de superação do corpo com “deficiência” que torna os jogos paralímpicos muito mais alucinantes!
O problema é que temos milênios de desprezo ao deficiente contra apenas algumas décadas de apoio a ele. Essa concepção de aceitação, naturalidade e normalidade é muito recente na História.
O que tem transformado a realidade são os estudos científicos, as invenções e educação básica. Só que com o modelo de educação que temos no país, o tema diversidade sempre vai ser um tabu e os preconceitos vão sempre estar presentes em maior ou menor medida. Ainda existe muita dificuldade em lidar com a inserção social (termo não menos preconceituoso como se os “deficientes”e pessoas com necessidades especiais não fizessem parte da sociedade).
O fato é que o mundo não é tão tolerante quanto nós gostamos de pensar e a realidade é ferrenha. E por este assunto  não fazer parte dos temas que geram mais interesse, é um mundo que permanece meio escondido.  Nesse caso as paralimpíadas estão aí pra revelar esse mundo que muitos fazem questão de fechar os olhos para não ver que existe.  E pra piorar a situação a mídia de massa não está dando cobertura completa. Eu encontrei um site que disponibiliza cobertura ao vivo por modalidade é o www.paralympic.org  
É admirável que algumas escolas estejam introduzindo atividades físicas relativas às modalidades paraolímpicas, isso inclui crianças que antes ficavam de lado, mas segundo alguns exemplos é possível que a prática nem venha a  compor o currículo escolar, especialmente de escolas públicas, cujo currículo básico está em processo de modificação e diga-se de passagem ficando cada vez menos crítico. (Mas isso é assunto pra outra hora).            
 É intrigante que o país que esteja sediando as paralimpíadas tenha um índice de acessibilidade quase nulo. As pessoas com deficiência mal podem exercer o direito de ir e vir, quem diz isso é a própria superintendente do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos de Pessoas com Deficiência) a Teresa D’amaral.
Uberlândia deu um exemplo tempo atrás, agora só aprova projetos que facilitem a mobilidade. Incrível que é ano de eleições municipais e não ouvi proposta de acessibilidade. Aqui na minha cidade por exemplo, é mais fácil um cadeirante  saltar de um helicóptero para cair no pátio do supermercado do que fazer suas compras sozinho. As pessoas com necessidades especiais não conseguem ter independência.
Enfim, eu espero que os Brasileiros arrasem nas competições, dêem um show de superação e que a sociedade valorize cada vez mais e mais rápido eventos como esse.
Só pra lembrar o povo; dia 21 de setembro é o dia Nacional de Luta da Pessoa Com Deficiência. 
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/09/uberlandia-e-exemplo-de-acessibilidade-para-deficientes.htmlhttp://www.brasil2016.gov.br       
http://www.paralympic.org
http://www.ibdd.org.br                                                                   

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